domingo, 14 de fevereiro de 2010

Oops!!!!

Então, era pra postar na sexta, mas na quinta eu caí na gandaia, na sexta também e ontem não deu por causa da enxaqueca... (a dor é crônica).
Muito sobre diferenças já foi debatido nesse blog essa semana e eu não quero cair em repetição.
Quero falar da Bahia, então vou falar de estereótipos...
É denominador comum essa história de que baiano é preguiço, que gosta mesmo é de rede, sckol e sombra de coqueiro (e quem não gosta?).
E a grande maioria concorda que a Bahia só começa a trabalhar depois do carnaval....
De fato, temos um ritmo diferente. Salvador é uma cidade litorânea, boa parte da renda per capita da cidade vem do turismo, então não dá, nem tem como viver no ritmo frenético dos paulistanos, por exemplo.
Maior parte dos empregos disponibilizados na cidade são na área de serviços, turismo e hotelaria. Na Bahia não temos mega industrias, nem mega empresários, ninguém tem que andar de helicóptero pra fugir do trânsito (por enquanto), e terno e gravata é coisa de outro mundo. Somos realmente mais despojados. O que não significa que na Bahia ninguém trabalha. E como trabalha... Principalmente no carnaval (menos eu, o Sac Caixa atende 24h por dia, 7 dias por semana só lá pelo sudeste, aqui a gente parou na sexta e só volta depois do arrastão da Timbalada!!).
Durante o carnaval, Salvador recebe milhares de turista que são muito bem tratados por um mundareu de gente que vive por isso. O carnaval é a nossa mega indústria, e os axezeiros são os mega empresários (que metáfora xula!!).
O que mais tem é gente trabalhando para tudo funcionar. Só na Bahia existem profissões como "cordeiro", "segurador de balão da Nova Schin", "camaroteiro", "segurança de bloco", "cantor de trio", "estilista de abadá"...
Por traz daquele mar de gente pulando e se acabando tem muita gente pegando no batente e ralando mais do que o parreco há meses para tudo funcionar na mais perfeita bagaceira...
Talvez o carnaval seja a época em que mais se trabalhe na Bahia (menos eu). O verão é a época das oportunidades. Mas não se enganem, a mídia mostra só o lado divertido.


PS: Nós falamos "oxente" e "Ó paí ó", mas o sotaque baiano passa longe do que a globo tenta imitar.
PS: até a quarta de cinzas depois do madeirada da Ivete e do arrastão da Timbalada...

Safe sex queridos, e fervammmmm

8 fervilhando com a gente...:

Uelton Gomes disse...

Só se divertindo, rs, muito bom. O que falou é verdade a mídia só mostra o lado divertido.


Abraços

Valter disse...

"rede, sckol e sombra de coqueiro (e quem não gosta?).", kkkkkkkkkkkkkkk
quem não gosta????? Muito bem Biazudaaaa, também acho foda essa história de que baiano não trabalha... a gente trabalha sim, só que com mais alegra.... kkkk

malandro carioca disse...

Muito obrigado por passar lá no meu blog..
o seu mega interessant,podemos nos diverti muito juntos!!
bjs
fui....

Leonardo Xavier disse...

Eu morei na Bahia até os 12 anos mais ou menos, e realmente eu acho que esse estigma de baiano ser preguiçoso realmente não tem muito a ver. E realmente para quem já viveu na Bahia aqueles sotaques da globo chegam a ser irritantes...

Lah disse...

ahhh legal
huahuahuah q o sotaque passa longe isso passa, a ñ ser q o ator for natural dai...

aqui teve quarta de cinzas, quinta de cinzas, sexta de cinzas, e enterro dos ossos.... uhauahuaha

mas até q enfim passou...

uma ótima semana... beijos

wcastanheira disse...

Uauau, mas na Bahia em algum tempo trabalham, isto já é bom, apesar q carnaval, eu não gosto, mas admiro a beleza da festa, a criatividade do povo, pra vc bjos, bjos e bjossss

Ran Omelete disse...

Pois é, que nem eu escrevi numa postagem (que nem me lembro qual): se houver uma pessoa se divertindo e relaxando, deve haver pelo menos uma outra trabalhando e ralando, para sustentar o equilíbrio do universo, e esta é uma lei universal (embora haja variantes, por exemplo, lugares onde há uma pessoa trabalhando para outras dez aloprarem na diversão - pois é, eficiência e organização fazem a diferença).

Mas, o que os baianos fazem quando a alta temporada acaba, e o turismo torna-se morno? Hummm...

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

"Somos realmente mais despojados. O que não significa que na Bahia ninguém trabalha"
durante o carnaval, estudos jáprovaram quem menos brinca são os baianos, nós gostamos mais do carnaval para ganhar grana e menos para pular

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