terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Se isso é machismo, eu sou machista! Prontofalei! [2]

"O que as mulheres precisam aprender de verdade é que a gente não tem que morrer por alguém que não se agrada das nossas atitudes, a gente não tem que mudar o nosso jeito, nem rejeitar as nossas vontades para agradarmos. A gente tem que gostar de quem gosta de estar conosco do jeitinho que a gente é, mais reservada ou mais liberal, tanto faz. Ferver com liberdade é tão melhor."

Tomo a liberdade de começar meu primeiro post com o parágrafo da querida Ray. Gente, isso de dar nome de machismo ou feminismo a quem respeita suas próprias vontades é muito complicado. O que uma pessoa faz no mundo vivendo em função do que os outros pensam, do que vão pensar?

Imagine uma garota que marcou um encontro, se arrumou toda, tá se sentindo super sensual, batom e unhas vermelhas, delineador deixando o olhar ainda mais marcante, enfim... Linda. Ela seduz o cara, eles ficam e quando ele leva-la pra casa, pede pra entrar. Entram e começam os amassos. A garota tá super afim e precisa mandar parar por medo do que o cara vai pensar? Ele tem que pensar é que ela é resolvida, que sabe o que quer. O dia seguinte vai depender do desempenho da senhorita, da cabeça dela, da conversa que tiveram, enfim. Se ela vai conquistá-lo ou não, isso independe de dar ou não no primeiro encontro.

Por que um homem não poderia se apaixonar por alguem que se permitiu conhecer (inclusive no sentido bíblico), se mostrar no primeiro encontro? Só por que ela mostrou que é humana, que tem desejos e que os respeita, ela não é de confiança? Convenhamos que se tem algo que deve ser muito respeitado é o desejo. Obedeça-o. Se não fizer, corre o sério risco de ser alcançado pela loucura.

Esperar pela boa vontade do amor bater à porta cansa. Minha melhor amiga vive me oprimindo, dizendo que eu não me prendo a ninguém porque dou na hora que tenho vontade. Se eu tiver vontade no primeiro encontro, vai ser no primeiro encontro. Se só tiver vontade depois de 2 meses (o que é muito improvável), só vou dar depois de 2 meses! Agora, não entendi onde está o problema. Quem disse que eu não me apego? Crio, de verdade, um grande afeto pelos caras que fizeram sexo bem feito. E tenho certeza que eles também nutrem um ótimo sentimento por mim. Não acho que eu deixe de amar ou de ser amada por conta do dia que trepei com alguém. E nem acho que uma coisa tenha ligação direta com a outra.

Se é machismo não baixar a cabeça diante daquilo que se tem vontade, seja vontade de sexo, vontade de um doce enorme, vontade de um abraço, vontade de dar um grito, de dar um soco na parede, vontade de dançar a música favorita, enfim, se fazer o que se tem vontade é machismo, EU SOU MACHISTA!

E cada um ferve na temperatura que aguenta na hora do ponto de ebulição.

8 fervilhando com a gente...:

Tyna disse...

Meuuuuuu Deuuuusss!!

Amei, isso era tudo que precisava, pra explicar a mim mesmo o que até então não conseguia!

Beijos

Raysla Camelo disse...

Aê! Isso mesmo!
E, só pra constar, no primeiro encontro com meu marido aconteceram coisas que não posso nem citar aqui pra não ficar muito pornográfico. É que ele também é bem resolvido, em vez de achar que eu faço isso em todos os encontros, não, decidiu ter um encontro desses comigo todos os dias de nossas vidas.
=)
Beijo!

Drêycka disse...

Fazer o que se tem vontade. Não ponderar, só se jogar. Quer beber? Beba! Quer dar? Dê! Quer roubar? roube!

Moralismo é moralismo. Não se encaixa a algumas coisas e a outras não. Liberdade sexual é algo que se deve ter consciência além de tudo.


Mas eu sei que vocês todos sabem disso. Só escrevi para complementar o texto.

Bjs

Gisa Carvalho disse...

Fazer o que se tem vontade, sim! Principalmente o que faz bem pra si e não faz mal a ninguém.

E alguém já ouviu falar de sexo bom, feito com vontade, desejo e tudo mais tenha feito mal a alguém?

Luciana Klopper disse...

Uau..mulher decidida!

Luciana disse...

Tamo junto Gisa rsrs

Lun4tika disse...

Menina, confesso que gelei quando li o título do seu texto. Mas olha, amei o seu texto, a sua reflexão. Concordo plenamente.

E mais uma coisa, isso que você tá falando não é machismo! Ao contrário. Esse seu comportamento libertário e decidido é digno de uma feminsita! Meus parabéns!

Anônimo disse...

Quero deixar minha impressão sobre o comentário se isso é Se isso é machismo então eu sou.
Apenas de início gostaria de dizer que concordo que as mulheres devem dar-se a liberdade de amar, desejar e fazer o que estiver sentido que deve fazer independente de padrões de feminilidade e masculinidade que existem em nossa sociedade. Mas cuidado, machismo não é isso que dizes. Machismo compõe um modo de estruturar as relações entre os sexos que justamente aparece em situações como as que relata. Uma mulher que vive livremente a sua sexualidade pode sentir-se culpada ou envergonhada por fazê-lo ou um homem classificá-la a partir de suas atitudes diante da sua sexualidade. Aí que o machismo aparece, entre outras situações como a violência contra a mulher. Mas o que quero dizer que machista somos (homens e mulheres) que internalizam a estrutura de gênero de forma inquestionável e reproduzimo-nas constantemente em situações as mais diversas e por vezes muito simples em nosso cotidiano. Internalizamos e classificiamos homens e mulheres dentro desta estrutura. De fato não há como fugir disso, mas podemos começar a desmanchar esse machismo entranhado em nós com pequenos atos.

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